ABETARDA
uma ave grande e assustada

Nome comum: Abetarda
Nome científico: Otis tarda
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Otididae
                       Características
Comprimento:
até 0,90 m
Peso: Macho , até 16 kg
Plumagem: marrom.
Listras pretas no dorso, peito branco
Ovos 2 ou 3 de cada vez
Período de incubação: 24 dias

A abetarda é uma ave grande, mas com único meio de defesa: o vôo. Por causa disso, ela é extremamente esquiva e assustadiça. A menor mudança em seu ambiente familiar provoca sua suspeita, e até mesmo simples pedra revirada pode torná-la cautelosa. Nunca se arrisca. Prefere correr, levantar vôo e ir para longe bem depressa. A abetarda passa seu tempo escondida entre as plantações de cereais e nas estepes da Europa oriental, Norte da África e Espanha. No inverno é encontrada também na Austrália, na Índia, no sul e no centro da África. Mas esconder-se, no caso da abetarda, não é fácil, pois é uma das maiores aves. Os machos podem chegar a mais de 90 cm de comprimento e 16 quilos de peso.
A abetarda vive em bandos de cerca de 20 indivíduos, alimentando-se plantas, sementes e insetos. Em fevereiro, começa a estação de acasalamento e o comportamento dessa ave muda muito: os grupos se desfazem e as aves andam sem rumo, até o início da época em que vão para o campo construir ninhos. Estranhamente, quando nascem os filhotes, essa ave cautelosa passa a atrair os intrusos. É i seu jeito de afastá-los do ninho e assim proteger os filhotes.

AVESTRUZ

Nome comum: Avestruz
Nome científico: Struthio camelus
Nome em inglês: Ostrich
Filo: Chordata
Classe: aves
Ordem: Struthioniformes
Família: Struthionidae
Altura: 2 m (média)
Peso: até 135 kg
Curiosidade: Dois dedos em cada pé. Asas atrofiadas. Penugem escassa na cabeça, pescoço e pernas.
Ninhada: uma por ano (10 a 12 ovos)
Período de incubação: 40 a 42 dias

Plínio, o Velho, um naturalista de Roma Antiga, disse que o avestruz é o mais estúpido dos animais. Observando essa ave com atenção, no entanto, nada encontraremos que justifique essa afirmação. Fala-se que o avestruz engole objetos estranhos, como latas de conservas, despertadores, pedaços de metal e assim por diante. Isso não é certo. Mas é verdade que esse animal engole grandes quantidades de areia e cascalho, cuja função é puramente digestiva. A alimentação básica do avestruz consiste em gramas, sementes e também insetos e pequenos animais. Essa ave estranha compensa a incapacidade de voar com sua grande habilidade de correr. Um avestruz perseguido pode chegar a uma velocidade de 45 km/h,
com passos de mais de 3,5 m! O avestruz em geral vive em pequenos grupos de um macho e algumas fêmeas. A fêmea do grupo põem seus ovos no mesmo ninho. Os filhotes são coberto de uma penugem bem rija. O avestruz vive bem em cativeiro. Como suas penas são muito apreciadas, há numerosas criações de avestruz.

ALMA-DE-GATO

Nome comum: alma-de-gato
Outros nomes: rabilonga , chincoã, tinguaçu e rabo-de-escrivão, meia-pataca, crocoió, alma-de-caboclo, atingaú, tincoã e rabo-de-palha.
Nome em inglês: Squirrel Cuckoo
Nome em espanhol: bobo chizo
Nome científico: Piaya cayana
Filo: Chordata

Classe: Aves
Ordem: Cuculiformes
Família: Cuculidae
Comprimento: 50 cm (2/3 pertencem à cauda)

Reprodução: É comum entre as aves desta espécie, várias fêmeas usarem o mesmo ninho, mesmo sendo de um outro pássaro. A ninhada consiste de 10 a 20 ovos, de cor verde azulada. Não se sabe se as fêmeas se revezam no choco, mas são muitas as que contribuem na alimentação dos filhotes.
Distribuição geográfica: Venezuela, Guiana, em quase todo o território nacional, no Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.
Segundo uma lenda amazônica, a alma-de-gato possui um canto fatídico: quando canta à porta da casa de alguém, este está com os dias contados. Claro que isto não passa de lenda. Aliás, essa ave deve ser protegida, pois é muito útil ao agricultor. O exame de 155 estômagos de almas-de-gato evidenciou que estas aves são insetívoras e que 50% do conteúdo era de lagartas que atacam as nossas culturas. A alma-de-gato é uma ave da família dos cucos; mede 50 cm de comprimento, dos quais2/3 pertencem à cauda, daí também ser conhecida como rabilonga. A cor é castanho-parda no dorso e cinza-ardósia na barriga. O pescoço e o peito são vermelho-acinzentados e a cauda tem penas escuras de pontas brancas. No norte do país é ainda conhecida como chincoã, tinguaçu e rabo-de-escrivão. Existem 7 subespécies ou raças geográficas dessa ave, encontrada na Venezuela, Guiana, em quase todo o território nacional, no Paraguai, Uruguai e norte da Argentina. Em outros Estados do Brasil são atribuídos à alma-de-gato ainda os seguintes nomes: meia-pataca, crocoió, alma-de-caboclo, atingaú, tincoã e rabo-de-palha.

ARARINHA AZUL

Nome comum: Ararinha Azul
Nome científico: Cyanopsitta spixii (cyano = azul escuro; psitta = psitacídeo)
Nome em inglês: Spix's macaw
Nome em espanhol: Guacamayo Spixii
Nome em italiano: Ara di spix
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Comprimento: de 27 a 56 cm
Comprimento da cauda: 35 cm
Cor:
Azul
Peso: por volta de 350g
Reprodução: Sua postura é de 3 a 4 ovos, e a maturidade sexual observada em aves cativas - é de 4 a 5 anos.
Ovos: Seus ovos, medem aproximadamente 35 mm de diâmetro.
Alimentação:
sementes das caraibeiras (T. caraiba), de pinhão (Jatropha mollissima), faveleira (Cnidoscolus phyllacanthus) e de baraúna (Schinopsis brasiliensis). Em cativeiro é composta de grãos, frutas diversas, ração comercial para psitacídeos, suplementação mineral e polivitamínica.
Causas da extinção: Esta espécie foi desaparecendo e sua população, que já era restrita desapareceu.
Isso devido à captura para o tráfico de animais para servir como ave ornamental ou de estimação e também a destruição de seu habitat original.
Considerada extinta pelo IBAMA, em julho de 2002, é a Arara mais rara do mundo! O último exemplar selvagem conhecido dessa espécie e que habitava a região de Curaçá, no sertão da Bahia, desapareceu em outubro de 2000. Este macho de tão solitário (pois sua espécie é gregária, vivendo em grupos) acabou acasalando com uma fêmea de Maracanã (Ara maracana), que também vive no mesmo habitat. Logicamente, mesmo com o casal tentando reproduzir, não houve filhotes. A Ararinha Azul vivia no extremo norte da Bahia ao sul do Rio São Francisco, na Caatinga, onde ocorrem caraibeiras, pinhões e faveleiras (plantas que ela utilizava). De hábitos sociais selvagens pouco conhecidos, faz seus ninhos em caraibeiras (Tabebuia caraiba), substituídos em cativeiro pelos ninhos de madeira. Atualmente (2002), existem apenas 60 exemplares em cativeiro no mundo, o Brasil detém a propriedade de apenas oito. As demais estão em poder de mantenedores que integravam o grupo e de colecionadores particulares estrangeiros. Como se pode ver pela foto, esta Arara é também única na
 sua aparência. O azul é de um tom diferente. chegando em algumas penas a tornar-se cinzento, cores menos apelativas do que a maioria das Araras que conhecemos. O bico é menor em relação as outras espécies e tem uma particularidade única, tem uma parte de pele nua de cor cinzento escura que vai desde a parte superior do bico até ao olho, esta parte cinzenta deixa sobressair a cor amarela da íris do olho. É uma ave muito difícil de procriar em cativeiro. Mesmo antes de se encontrar em extinção, foram poucos os registros de criações com grandes sucessos.
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Brasil brasilidade busca coleções curiosidades dicionários
diversão Felipe folclore leis mensagens miscelânea