DICIONÁRIO  AUTOMOTIVO

ABS

antilock braking system: sistema antitravamento de freios. Funciona solidário ao sistema principal e utiliza inúmeros sensores para informar à central eletrônica quais rodas estão prestes a travar. Ele, então, alivia a pressão e evita o bloqueio, conseguindo manter a aderência.

aceleração lateral

é o valor da força centrífuga (que tenta jogar o veículo para fora da curva) expresso em g (símbolo da força de gravidade). O teste é feito num círculo com raio padrão de 31,6 metros. Quanto maior o número obtido pelo veículo, mais estável ele é.

acionamento pirotécnico

sistema que utiliza a energia de uma pequena explosão controlada para tensionar adequadamente os cintos de segurança em caso de acidente, eliminando qualquer eventual folga que possa diminuir sua eficiência.

acoplamento viscoso

sistema anexo ao diferencial, responsável pela modulação do torque (força) que chega a cada roda. Esse efeito é obtido por um fluido à base de silicone de alta viscosidade, quando é forçado a circular entre discos múltiplos perfurados.

adaptativo

assim é chamado o câmbio que, por meio de sofisticada eletrônica e diversos sensores, consegue se adaptar à forma de conduzir do motorista, trocando as marchas de maneira mais lenta ou mais rápida para obter melhor economia ou desempenho.

admissão continuamente variável

visa adequar quantidade e velocidade da mistura combustível admitida no motor de acordo com a rotação, para que ele tenha força seja qual for o regime de giros. Isso é feito pelo comando de válvulas especial e/ou coletores de admissão variáveis.

admissão variável

procura adequar a quantidade e velocidade de mistura combustível admitida pelo motor de acordo com a rotação, para que ele tenha força seja qual for o regime de giros. Isso é feito pelo comando de válvulas especial e/ou coletores de admissão variáveis.

ângulos de entrada e saída

indicam a maior ou menor facilidade de um veículo todo-terreno entrar numa rampa ou sair dela sem raspar os pára-choques ou outras partes no solo. Quanto mais próximo do pára-choque ficarem as rodas dianteiras e traseiras, maiores serão os ângulos e a agilidade do veículo.

apoios de cabeça "ativos"

São assim chamados os descansos no alto dos bancos que contam com um sistema automático que os movimenta para a frente e para trás, de maneira a minimizar o perigoso efeito chicote sobre a coluna cervical dos ocupantes, em caso de batida pela traseira.

aquaplanagem

perda de aderência dos pneus com o solo. Geralmente acontece em velocidades elevadas, quando se forma uma lâmina d'água entre o pneu e o asfalto. Mas, caso os pneus não estejam em perfeitas condições, ou se o trecho alagado for muito extenso, pode ocorrer mesmo em baixas velocidades.

arco voltaico

descarga elétrica luminosa formada entre dois eletrodos. Em determinadas lâmpadas, substitui a função do filamento. Também é chamado de arco elétrico.

auto-ignição

também conhecida como "batida de pino", leva esse nome pelo som característico que marca esse problema do motor. Acontece quando a queima da mistura ar-combustível não é provocada pela faísca emitida pela vela. O combustível acaba sendo detonado antes pelo acúmulo de resíduos resultante do processo de carbonização. Esses resíduos também são inflamáveis se combinados com a gasolina. Caso a auto-ignição perdure por um longo período, há o risco de danos mais sérios ao motor.

balancins

componentes metálicos localizados no cabeçote dos motores que, acionados pelos ressaltos (cames) do comando de válvulas, transferem esse movimento às válvulas, abrindo-as. Quando são roletados (montados com roletes), permitem redução do atrito e aumento da potência.

balanços

termo de Engenharia que, no ramo automobilístico, define a distância entre cada eixo (dianteiro/traseiro) e a respectiva extremidade da carroceria. Quanto menores os balanços, mais facilmente o veículo ingressará em rampas ou ladeiras e sairá delas sem raspar.

bar

unidade de medida de pressão, sempre precedida de um número, usada normalmente para aferir enchimento de pneus, volume de ar admitido dentro de um motor ou pressão interna. Cada bar (com minúscula) equivale a cerca de 1 atmosfera, 1 kg/cm2 ou 14,2 libras/polegada.

batidas de pino

expressão popular que indica o ruído característico feito por um motor com detonação, ou seja, com explosões espontâneas (antes da faísca das velas) nas câmaras de combustão. Elas são causadas por combustível inadequado, ignição adiantada ou alta temperatura.

bitola

expressão usada para indicar, num automóvel, a distância entre as rodas de um mesmo eixo. Embora outros fatores também influenciem, normalmente quanto maiores forem as bitolas, melhor será a estabilidade do veículo e menor a possibilidade de capotagem.

bloqueio do diferencial

sistema auxiliar acionado pelo motorista e destinado a impedir que, numa rampa muito íngreme e com pouca aderência, as rodas de um mesmo eixo percam tração. Com o bloqueio acionado, as dianteiras e traseiras recebem a mesma potência.

boxer

tipo de motor em que os cilindros ficam contrapostos na posição horizontal, com o virabrequim ao centro. Traz as vantagens de maior compacidade e mais baixo centro de gravidade, ajudando a estabilidade do veículo. Entre outros, modelos Porsche e Subaru o adotam.

brake-light

terceira luz de freio, colocada em posição elevada na traseira (geralmente no limite superior do vidro) de um veículo, para poder ser visualizada através dos vidros dos carros que o seguem e para permanecer funcionando mesmo após impacto por trás.

cames

ressaltos metálicos (normalmente existentes no eixo-comando de válvulas) responsáveis por provocar - diretamente ou por meio de balanceiros - o levantamento das válvulas de admissão ou escapamento de um motor.

canibalizar

em sentido figurado, é o que ocorre quando um veículo é lançado em faixa de preço ou desempenho muito próxima à de outro modelo do mesmo fabricante, podendo "comer" vendas dele em vez de conquistar novos consumidores.

cáster

um dos ângulos que compõem a chamada "geometria da direção", e que é responsável pela manutenção do veículo em linha reta e pela volta das rodas dianteiras à posição longitudinal após uma curva. Quando o ângulo é pequeno, esse retorno é mais lento.

CBU

COMPLETELY BUILT UNIT: expressão inglesa utilizada no jargão dos profissionais de importação/exportação, que indica veículos totalmente montados, que serão vendidos como chegam ao país de destino.

coeficiente de arrasto

também chamado de coeficiente de forma ou Cx, indica a maior ou menor dificuldade que um veículo encontra em vencer a barreira de ar ao se deslocar, no que tange às suas formas aerodinâmicas. Geralmente, modelos compactos têm valores piores que os longos.

coletor de admissão variável

visa aumentar ou diminuir a distância percorrida pela mistura combustível antes de ser admitida na câmara de combustão, de forma a privilegiar o torque (força) do motor em baixa rotação ou a potência disponível em altos giros.

comando variável

dispositivo elétrico, hidráulico ou mecânico que permite antecipar ou atrasar o momento em que ocorre a abertura das válvulas de admissão e o tempo que elas permanecem abertas. O recurso favorece o torque em baixas e médias rotações e a potência nos giros mais altos do motor. 

common rail

tecnologia introduzida pela Alfa Romeo (e copiada por inúmeros fabricantes) para motores a diesel. Utiliza um tubo de distribuição único que leva o combustível, em altíssima pressão, aos vários cilindros do motor, com vantagens em potência e redução de emissões.

compressor do tipo Roots

também chamado de "volumétrico", acelera a velocidade de admissão do ar (e da mistura combustível) no motor, melhorando a combustão e a potência. Ao contrário dos turbocompressores, movidos pelos gases de escape, são acionados por correia dentada, corrente ou engrenagem ligada ao motor.

compressores volumétricos

aceleram a velocidade de admissão do ar (e da mistura combustível) no motor, melhorando a combustão e a potência. Ao contrário dos turbocompressores, movidos pelos gases de escape, são acionados por correia dentada, corrente ou engrenagem ligada ao motor.

controlador de velocidade

é chamado em inglês de cruise control (controle de cruzeiro), termo encontrado em vários carros importados. O sistema conta com um sensor que informa a velocidade do carro para uma central de comando eletrônico. Esse dispositivo aciona um atuador que controla a injeção de combustível. Assim, a central eletrônica mantém o carro na velocidade predeterminada pelo motorista, mesmo em aclives ou declives. Ao pisar no freio, a aceleração é interrompida. O recurso é muito cômodo para longas viagens, mas de uso menos prático em cidades. O sistema também é popularmente chamado de "piloto automático", mas não controla a direção que o carro segue, como nos aviões. Normalmente fica numa alavanca na coluna de direção, mas pode estar em botões no volante. 

conversor de torque

equipamento utilizado com os câmbios automáticos e que detecta o momento ideal em que devem ser feitas as trocas de marcha, providenciando o desacoplamento de uma marcha e o acoplamento da seguinte, sem trancos.

coxim hidráulico

elemento utilizado para suportar o conjunto motor/câmbio na carroceria, cuja função é isolar as vibrações de funcionamento. No lugar de borracha maciça, um fluido viscoso é forçado a passar de uma câmara interna para outra, produzindo um efeito de amortecimento dos esforços.

cx

sigla que significa coeficiente de forma ou aerodinâmico. Traduz a maior ou menor dificuldade de um veículo em vencer a barreira de ar ao se deslocar, no que diz respeito às suas formas. Um índice baixo favorece maior velocidade e menores consumo e ruído de vento.

CVT

sigla em inglês para transmissão continuamente variável. O sistema utiliza dois cones e uma correia para aumentar ou diminuir torque e velocidade de modo contínuo, como se fosse um câmbio com relações quase infinitas de engrenagens. O recurso foi celebrizado nos veículos da extinta DAF holandesa.

dB (A)

representação do decibel (correspondente a 1/10 da unidade física Bel) do tipo A. Ele é empregado para medir e exprimir diferenças de nível de sensação acústica perceptíveis por ouvidos humanos.

destracionar

tração é a força que impulsiona um carro. Ela é produzida pelo motor e aplicada nos eixos das rodas pelo sistema de transmissão. "Destracionar" é perder a tração ou tê-la reduzida. O fenômeno é causado pela redução da área de contato dos pneus com o piso. Assim, a potência transmitida às rodas excede a capacidade dos pneus de compensar essa força com a resistência oferecida pelo solo (atrito) no momento do destracionamento - a combinação dessas duas forças é que permite movimentar o veículo. O destracionamento pode ocorrer em diversas situações, mas as mais comuns acontecem quando o piso está molhado - a água pode formar uma espécie de "filme" ou película que impede o pneu ou parte dele de tocar o solo - ou em curvas, quando alguma roda deixa de estar totalmente apoiada no piso.

diferencial com deslizamento limitado

equipamento que evita que uma roda apoiada sobre solo escorregadio gire em falso enquanto a outra, sobre piso aderente, fica sem tração. Para isso, o sistema freia a roda mais solta e redireciona parte do torque para a roda "boa".

dinamômetro

equipamento utilizado para medir a potência de um motor. A aferição pode ser feita diretamente nele ou nas rodas do veículo. Neste caso ele é conhecido como dinamômetro de rolos. 

disco ventilado

esse tipo de freio normalmente é montado na dianteira do veículo, que recebe maior carga no instante da frenagem. Tem regulagem automática de folga entre as pastilhas e o disco, o que melhora a ventilação. O recurso diminui a perda de eficiência por superaquecimento, problema que pode afetar os discos sólidos no uso contínuo e é mais comum ainda nos freios a tambor. Para carros esportivos é comum adotar discos ventilados também na traseira.

DOHC

Double over head camshaft: indica o motor com dois comandos de válvulas por cabeçote, diferentemente do SOHC (Single Over Head Camshaft), com um comando por cabeçote, e do OHV (Over Head Valves), que tem as válvulas no cabeçote e o comando no bloco, acionando-as por varetas.

drive-by-wire

sistema em que o comando entre o acelerador e a borboleta de admissão é feito por fios (impulsos eletrônicos) em vez de cabo, como na grande maioria dos veículos. As principais vantagens são maior rapidez de atuação e confiabilidade.

efeito anti-submarino

é o que alguns fabricantes procuram obter ao dotar o perfil inferior dos bancos de uma inclinação ou borda maior na parte anterior do assento, evitando assim que o corpo dos ocupantes "mergulhe" por baixo do cinto de segurança em choques frontais.

efeito chicote

quando um veículo é atingido pela traseira, a cabeça dos ocupantes é forçada para trás e, em seguida, volta rápido para a frente. Este é o chamado efeito chicote, muito perigoso para a coluna cervical e que a Volvo procura evitar desenvolvendo apoios de cabeça "ativos", que se movimentam com a cabeça.

escalonamento

intervalo mais ou menos próximo entre as relações de marcha de um câmbio. Quando estão mais juntas entre si, diz-se que o escalonamento é "curto", ou esportivo. Se estiverem mais distantes, é chamado "longo". Câmbios com mais marchas tendem a ser mais "curtos".

face-lift

expressão inglesa que define um redesenho parcial, superficial, de um veículo ou de partes dele (frente e traseira). Visa dar uma "levantada" no visual, torná-lo mais atualizado. Difere do redesign, quando todo o projeto é refeito em profundidade.

faixa útil

diz-se do intervalo de giros do motor compreendido entre as rotações de potência máxima e torque máximo. É a melhor faixa de utilização do mesmo, onde o equilíbrio entre desempenho e consumo é mais favorável. Quando mais larga ela for, mais "elástico" será o motor.

fastback

desenho de traseira de automóvel com linha descendente mais suave que a dos HATCHBACKS e com tampa do porta-malas que - ao contrário daqueles - não abre junto com o vidro, à semelhança de um alçapão. É normalmente encontrado em berlinetas e cupês esportivos.

freio-motor

é o uso do motor sem aceleração nenhuma como auxiliar na tarefa de "segurar" o carro, principalmente em descidas fortes, poupando o sistema de freios. Para maior efetividade, deve-se engrenar uma marcha inferior àquela em que se trafega no plano.

g

um valor numérico seguido da letra g (por exemplo, 2 g) significa a intensidade da força de gravidade - cujo símbolo é a letra g - a que um veículo ou um indivíduo é submetido em caso de aceleração ou desaceleração abrupta. Na situação acima, a gravidade dobrou. Também é usado para medir a aderência de um veículo em curva.

geometria variável

são assim chamados os coletores que visam aumentar ou diminuir a distância percorrida pelo ar e mistura combustível antes de ser admitidos na câmara de combustão, de forma a privilegiar o torque (força) do motor em baixas rotações ou a potência disponível em altas.

giclê

palavra derivada do francês (GIGLEUR) que define pequenos calibradores existentes nos carburadores, destinados a dosar a mistura combustível que é admitida pelo motor, sendo em seguida queimada na câmara de combustão.

halógenas

tipos de lâmpadas para faróis que funcionam à base de gás halogênio contido no bulbo de vidro. Fornecem uma luminosidade bem maior que a gerada pelas lâmpadas com filamentos incandescentes.

hatchback

significa "traseira com tampa do tipo alçapão", muito comum na Europa. Contrapõe-se às configurações NOTCHBACK (em que o porta-malas é saliente ou semi-saliente em relação ao resto da carroceria) e FASTBACK, com linha da capota que cai suavemente e termina abruptamente.

hold

do inglês, "seguro" ou "preso". Trata-se de um sistema que evita que o carro se desloque involuntariamente para trás quando parado em subidas, por meio da atuação automática sobre os freios do automóvel.

intercooler

resfriador (radiador) do ar a ser admitido dentro do motor. Permite que, em menor temperatura, o ar ganhe densidade e aumente a eficiência volumétrica ("enchimento") do motor, otimizando a combustão.

kgfm

representação da unidade "quilograma-força x metro", utilizada para determinar o torque de um motor. Quanto maior o valor, mais "forçudo" é o propulsor, permitindo, por exemplo, que o veículo mantenha a velocidade na subida sem troca de marcha.

Kompressor

compressor, em alemão. Alternativa ao uso de turbocompressor para aumentar a potência de um motor. É acionado pelo próprio propulsor, por meio de corrente ou engrenagem e não pelos gases de escape, apresentando melhor rendimento em baixas rotações.

lb/pol2

sigla inglesa da unidade de medida de pressão "libras por polegada quadrada", utilizada em países de língua inglesa. Cada 14,2 lb/pol2 correspondem em nosso sistema métrico a 1 bar, ou 1 atmosfera.

Longarinas

perfis ("vigas") mais resistentes da estrutura inferior da carroceria, dispostas longitudinalmente, às quais são ancorados os principais componentes mecânicos como motor, câmbio e suspensões.

Libras por polegada quadrada

maneira coloquial de exprimir a unidade de pressão lb/pol2 (libras por polegada ao quadrado ou, no inglês, PSI - pounds per square inch), usualmente empregada no Brasil para determinar a pressão de enchimento dos pneus, conforme indicação do fabricante. Ela varia de acordo com a carga, velocidade e outros parâmetros suportados pelo pneu. Outra medida empregada é o bar. A relação entre elas é: um bar equivale a 14,5 psi. O mais correto seria empregar kgf/cm2 (quilogramas-força por centímetro quadrado), cuja unidade equivale a 14,2231 lb/pol2.

Mola parabólica

lâmina única cuja curvatura e perfil se assemelham a uma seção de parábola. Entre as vantagens estão o menor peso e a progressividade de atuação, garantindo ao mesmo tempo conforto e resistência à suspensão.

Monocoque

diferentemente dos veículos com chassi separado e daqueles com carroceria monobloco por chapas de aço estampadas, os que utilizam a tecnologia monocoque têm estrutura única de materiais compostos, que é "cozida" em grandes fornos chamados autoclaves para ganhar rigidez.

Monovolume

veículo em que não há distinção em seu desenho de carroceria, quando visto de lado, separando o habitáculo do porta-malas e do cofre do motor. Exemplo: Mercedes-Benz Classe A e Renault Scénic.

Motor longitudinal x transversal

com montagem mais compacta, o motor transversal (posicionado de lateral a lateral do veículo) aproveita melhor o espaço. Como as saídas do eixo de transmissão ficam alinhadas com o eixo do veículo, o desempenho é melhor. Já no motor longitudinal (paralelo às laterais) as linhas de força têm de fazer uma curva de 90 graus até as rodas de tração. Isso faz com que haja uma pequena perda na potência no sistema de transmissão.

Nascar

sigla de North American Stock Car Association, associação que criou a categoria mais importante dos Estados Unidos, mais até que a Fórmula Indy. Os carros usam chassi tubular e têm gaiola de proteção para o piloto. A carroceria pode adotar o desenho de qualquer carro. O interior é desprovido de bancos e acessórios. O campeonato brasileiro de Stock Car é inspirado na competição da Nascar.

Notchback

significa "traseira em forma de chanfro". É a configuração em que o porta-malas é saliente ou semi-saliente em relação ao resto da carroceria. Difere do HATCHBACK, com tampa do tipo alçapão, e FASTBACK, com linha da capota que cai suave e termina abruptamente.

Open air

nome dado aos modelos de rua que remetem aos carros de competição do passado. Além da inexistência de capota, esses veículos, no caso da Ferrari, se caracterizam pelos possantes motores V12, têm edição limitada e numerada. Como exemplos podem-se citar a 250 California e a 365 GTS4, mais conhecida como Daytona.

Overdrive

também denominada "sobremarcha", ocorre quando a relação da última velocidade de um câmbio é anormalmente longa e distante da anterior, para ser usada prioritariamente em estrada. Por permitir que o motor gire a rotações mais baixas, reduz o ruído e o consumo.

Overlap

traduzido do "engenheirês" para a linguagem do dia-a-dia, o termo significa a área da frente do carro que se choca com a barreira, nos testes de impacto frontais. Assim, choque a 40% de OVERLAP significa que 40% da frente bateu e 60% não.

Pane seca

o termo é herdado da aviação e exprime a situação em que se fica sem combustível nenhum no tanque. Além do inconveniente, há pelo menos duas boas razões para evitar ficar sem gasolina ou álcool: o catalisador pode sofrer danos e o dono do carro pode ser multado, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro.

Perfil (ou série)

essa palavra, seguida de um número geralmente entre 40 e 80, mostra a porcentagem entre a largura da banda de rodagem (área que toca o solo) de um pneu e a altura do seu flanco. Assim, um pneu 205/60 tem perfil de 123 milímetros, ou 60% dos 205 milímetros da banda.

Peso não suspenso

é o peso dos componentes que não repousam sobre as molas da suspensão, como freios, cubos, rolamentos, rodas e pneus. Quanto menor for esse valor em relação ao "peso suspenso" (carroceria, motor, câmbio etc.), melhor será o comportamento dinâmico do veículo.

Piloto automático

o equipamento, na verdade, não pilota o veículo. Apenas mantém uma velocidade programada - como indica a expressão inglesa CRUISE CONTROL, controle de velocidade de cruzeiro. Normalmente fica numa alavanca na coluna de direção, mas pode estar em botões no volante.

Plataforma

em "engenheirês" quer dizer a parte inferior do automóvel, incluindo assoalho e também as estruturas metálicas estampadas, às quais vão presos os componentes mecânicos. É comum usar-se a plataforma de um veículo para produzir outro modelo novo, com boa economia.