A

PROVÉRBIOS  PORTUGUESES
E  BRASILEIROS
   
   

 

A abastança faz fastio.

A abundância, como a necessidade, arruína muitos.

A abundância não deixa dormir o rico.

A acha sai à racha, e Maria à sua tia.

A acha sai ao madeiro.

A açorda faz a mulher gorda.

A açorda faz a velha gorda e a menina formosa.

A adem, a mulher e a cabra, é má coisa sendo magra.

A admiração, como a chama, diminui desde que não cresce.

A admiração é filha da ignorância.

A adulação degenera sempre em ingratidão.

A adulação tem princípios doces e fins amargos.

A adversidade é nossa mãe; a prosperidade não é senão nossa madrasta.

A adversidade embeleza os caracteres que não avilta.

A adversidade faz homens; a prosperidade, monstros.

A adversidade faz o homem prudente, mas não rico.

A adversidade faz o prudente, mas não o rico.

A adversidade faz os heróis.

A adversidade melhora aqueles a quem não degrada.

A afeição cega a razão.

A afeição do falso é fio de navalha.

A afeição dos homens é variável como a fortuna.

A afeição é cega.

A afetação da virtude custa mais que o seu exercício.

A água apaga o fogo e a esmola resiste aos pecados.

A água apaga o fogo, e o vinho, a razão.

A água cava a pedra.

A água cava a pedra dura.

A água colhe em joeira, quem se crê de ligeira.

A água corre para o mar.

A água corre para o mar, e as coisas para o seu natural.

A água corre para o poço.

A água corre sempre para o mar.

A água corrente esterco não consente.

A água correu sempre para o mar.

A água dá, a água leva.

A água de trovão em parte dá, em parte não.

A água é a melhor bebida.

A água é fria, mas mais o é quem com ela convida.

A água é o prego da cal.

A água é o sangue da terra.

A água é para os peixes, e o minar para a toupeira.

A água fervida tem mais mão na vida.

A água fervida tem mão na vida.

A água não empobrece nem envelhece.

A água não envelhece nem empobrece.

A água o dá, a água o leva.

A água o dá, a água o tira.

A água o deu, a água o leva.

A água o deu, a água o levou.

A água salobra, na terra seca, é doce.

A água silenciosa é a mais perigosa.

A água tudo lava.

A água tudo lava, menos as más línguas.

A água tudo lava, menos quem se louva e as más línguas.

A água vertida não é toda colhida.

A águia não caça moscas.

A águia não se detém caçando moscas.

A agulha é pequena e delgada, mas sustenta uma família inteira.

A agulha puxa a linha.

A agulha puxa a linha, a linha puxa a agulha.

A agulha veste os outros e fica nua.

A alegria do crime é fugitiva e rápida, como a luz do relâmpago.

A alegria do pobre dura pouco.

A alegria do pobre é um dia.

A alegria do pobre é um dia só.

A alegria é a saúde da alma.

A alegria é a saúde da alma; a tristeza é o seu veneno.

A alegria é uma careta; a felicidade, um sorriso.

A alegria vem das tripas.

A alfaiate pobre, a agulha se lhe dobra.

A alma do negócio é o segredo.

A alma está mais onde ama que onde anima.

A alma namorada de pouco é assombrada.

A alma namorada de tudo se assombra.

A alma não tem segredos que a conduta não revele.

A alma reside onde ama e não onde anima.

A almagra dos discretos é o silêncio.

A alva neve, pisam-na os cavalos; a pimenta negra, comem-na os fidalgos.

A amar e a rezar ninguém pode obrigar.

A amar e a rezar ninguém se pode obrigar.

A ambição cega a razão.

A ambição cerra o coração.

A ambição é uma doença que só encontra remédio sob alguns palmos de terra.

A ambição enche a cabeça e cerra a razão.

A ambição enche a cabeça e cerra o coração.

A ambição não ouve a razão alheia.

A ambição tortura e tritura os homens.

A amiga e o amigo mais aquentam que bom lenho.

A amigo não encubras teu segredo, que darás causa a perdê-lo.

A amizade deve achar a igualdade, ou estabelecê-la.

A amizade está ao ganho como a mulher do mundo.

A amizade finda onde a desconfiança começa.

A amizade fundada na cobiça é onzena.

A amizade mais se há de mostrar na adversidade.

A anarquia tem por castigo e por corretivo a tirania.

A apressada pergunta, vagarosa resposta.

A aranha, da boa flor, faz má peçonha.

A aranha, da boa flor, faz peçonha.

A aranha vive do que tece.

A araruta tem seu dia de mingau.

A arma do boi é o desgosto do homem.

A arma e o alguidar não se hão de emprestar.

A arte consiste em ocultar a arte.

A arte de saber descer até os mais pequenos é o mais seguro meio para se igualar com os grandes.

A arte é duradoura, a vida é breve.

A arte é longa, a vida é breve.

A arte é ocultar a arte.

A arvelinha mata o milhafre.

A árvore cai para onde vergam os galhos.

À árvore caída todos vão buscar lenha.

A árvore se conhece pelos frutos.

A árvore se conhece por seus frutos.

A assombração sabe para quem aparece.

A atividade duplica a força.

A atividade é a mãe da prosperidade.

A atividade faz mais fortuna que a prudência.

A atividade sem juízo é mais ruinosa que a preguiça.

A aurora é amiga das musas.

A avareza deslumbra a glória.

A avareza é madrasta de si mesma.

A avareza é suma pobreza.

A ave de bico encurvado, guarda-te dela como do diabo.

A aveia quer ver o lavrador voltar para casa.

A azeitona e a fortuna, às vezes muita e às vezes nenhuma.

A azeitona e a fortuna, umas vezes muita, outras nenhuma.

A azeitona é como as formigas: às vezes muita e outras nenhuma.

A Bahia é boa terra, ela lá e eu aqui.

A baixel sem esperança Deus depara o porto.

A baixeza é uma medalha cujo reverso é a insolência.

A balança, quando trabalha, não conhece ouro nem chumbo.

A balas de prata e bombas de ouro, rendeu a praça ao mouro.

A balas de prata e bombas de ouro, rendeu a praça o mouro.

À barba cã se entrega a moça louçã.

A barba não faz o filósofo.

A barca é rota, salve-se quem puder.

A barra está limpa.

À barriga cheia todo feijão tem bicho.

A barriga, de palha e feno se enche.

A barriga manda a perna.

A barriga não tem ouvido.

A barriga vazia não ouve conselho.

A bebida quer-se comida, e a comida, bebida.

A beleza depressa acaba.

A beleza depressa se acaba.

A beleza é um bem frágil.

A beleza é um laço armado à razão pela natureza.

A beleza empolga a vista, o mérito conquista a alma.

A beleza está nos olhos de quem vê.

A beleza exterior inspira amor; a da alma, estima.

A beleza não se põe na mesa.

A beleza sem graça é uma violeta sem perfume.

A bem comer ou a mal comer, três vezes beber.

A bênção dos pais é precursora da ventura dos filhos.

A besta comedeira, pedras na cevadeira.

A besta louca, recoveiro maduro.

A besta que muito anda, não falta quem a tanja.

A besta que muito anda, nunca falta quem tanja.

A boa árvore te chegarás e boa sombra terás.

À boa cabeça nunca faltam chapéus.

A boa caridade começa em casa.

A boa ceia antes do tempo se lobriga.

A boa cortesia custa pouco e vale muito.

A boa diligência acaba o que o merecimento não alcança.

A boa diligência é mãe da boa fortuna.

A boa diligência tudo acaba.

A boa e virtuosa por si se guarda.

A boa educação é moeda de ouro: em toda a parte tem valor.

A boa filha duas vezes vem para casa.

À boa fome não há mau pão.

A boa fortuna não somente faz as obras, mas autoriza as palavras.

A boa guerra faz a boa paz.

A boa guerra pare a boa paz.

A boa mão do rocim faz cavalo, e a ruim do cavalo faz rocim.

À boa moça e à má, põe-lhe almofada.

A boa mulher é jóia que não tem preço.

A boa mulher faz o bom marido.

A boa mulher vale mais que ouro nem saber.

A boa obra ao mestre honra.

A boa obra, se é pedida, já vai comprada e bem vendida.

A boa obra, se vai pedida, já vai comprada e bem vendida.

A boa opinião vale tudo.

A boa ou má ação fica com quem a pratica.

A boa ousadia nunca careceu de bom fruto.

A boa palavra em toda parte cem soldos vale.

A boa pergunta, boa resposta.

A boa prática é médico da alma triste.

A boa providência vence toda adversidade.

A boa sogra, da nora é coroa.

A boa tenção conserva as amizades.

A boa tenção, obras iguais.

À boa ventura com diligência.

A boa ventura com outra dura.

A boa ventura de uns aos outros ajuda.

A boa ventura de uns cansa outros.

A boa ventura de uns é de outros ajuda.

A boa vida mora no prato limpo.

A boa vida mora no prato raso.

A boa vida não quer pressa.

A boa vontade faz do longe perto.

A boa vontade supre a obra.

À boca da barra, se perde o navio.

A boca diz quanto lhe manda o coração.

A boca do adulador é sepulcro aberto.

A boca do ambicioso só se enche com a terra da sepultura.

À boca do fraco, esporada de vinho.

A boca doce leva a cabaça ao engenho e o dono à cadeia.

A boca dos aduladores é um sepulcro aberto.

A boca e a bolsa aberta para fazer coisa certa.

A boca e a bolsa aperta para fazer coisa certa.

A boca é porta e serventia do coração.

A boca fala da abundância do coração.

A boca fala do que está cheio o coração.

A boca governa-se pela bolsa.

A boca mostra o que deseja o coração.

A boca não admite fiador.

A boca não mente o que o coração sente.

A boca não quer fiador.

A boca não tem fiador.

A boca que escorrega, aparelha muitas quedas.

A boca que profere uma mentira mata a alma.

À boda do ferreiro, cada qual com seu dinheiro.

À boda do ferreiro, cada um com seu dinheiro.

A boda dos pobres decifra-se em vozes.

A boda e a batizado, não vás sem ser convidado.

A boda e a batizado, não vás sem ser convidado, mas a visitar, não hesitar.

A boda e a batizado só vão os convidados.

A boda ou a batizado, não vás sem ser convidado.

A boda ou batizado, não vás sem ser convidado.

A bodas e a batizados não vás, sem seres convidado.

A boi velho, capim fresco.

A boi velho, capim novo.

A boi velho, chocalho novo.

A boi velho não busques abrigo.

A boi velho não cates abrigo.

A bola quer-se na mão do jogador.

A bolsa, ou a vida.

A bolsa vazia e a casa acabada faz o homem sisudo, mas tarde.

A bom amigo com teu pão e com teu vinho.

A bom amigo com teu pão e teu vinho.

A bom amigo não encubras segredo, porque dás causa a perdê-lo.

A bom bocado, bom grito.

A bom bocado, bom suspiro.

A bom capelão, melhor sacristão.

A bom dizedor, bom ouvidor.

A bom entendedor, meia palavra basta.

A bom entendedor, piscada de olho é mandado.

A bom entendedor, poucas palavras.

A bom entendedor, poucas palavras bastam.

A bom gato, bom rato.

A bom mato vens fazer lenha.

A bom mato vindes fazer lenha.

A bom ou mau comer, três vezes beber.

A bom pagador não lhe dói o penhor.

A bom pedidor, bom tenedor.

A bom princípio, mau fim.

A bom santo o encomendaste.

A bom santo se encomenda.

A bom santo vos encomendais.

A bondade divina pode tudo.

A bondade é a força do fraco.

A bondade e o perdão só fazem ingratidão.

A bons entendedores, poucas palavras.

A bons senhores, choram os olhos.

A bouba dói é no cu de quem tem.

À bouça não chega o dente da cabra.

A brandura vence almas, a aspereza cria ódio.

A burra do vilão mula é no verão.

A burra velha, cilha nova.

A burra velha, cinta amarela.

A burro velho, albarda nova.

A burro velho, cangalha nova.

A burro velho, capim novo.

A burro velho, capim verde.

A cabeça, branca, e o juízo, por vir.

A cabeça com comer endireita.

A cabeça com mulher endireita.

A cabeça do vesugo come o sisudo, e a boga dá a tua sogra.

A cabeça faz os pés.

A cabeça manda os membros.

A cabeça não corra mais que os pés.

A cabeça quebrada, untar-lhe o casco.

A cabra da minha vizinha dá mais leite que a minha.

A cabra da minha vizinha é mais gorda que a minha.

A cabra da minha vizinha mais leite dá que a minha.

A cabra da vizinha dá mais leite que a minha.

A cabra e o leão nunca podem fazer guerra.

A cabra puxa sempre para o monte.

A cabra safrosa corrompe todo o curral.

A cabra sarnenta corrompe todo o curral.

A cabra vai pela vinha, e por onde a mãe, a filha.

A cabra vai pela vinha, e por onde vai a mãe, vai a filha.

A cabra vai pela vinha; por onde vai a mãe, vai a filha.

A caça só sai aos inocentes.

A caçar e a comer, não te fies no prazer.

A cada bacorinho vem o seu São Martinho.

A cada boca, uma sopa.

A cada canto, seu Espírito Santo.

A cada dia dá Deus a dor e a alegria.

A cada dia, sua pena e sua alegria.

A cada dia, sua pena e sua esperança.

A cada feira vai um tolo.

A cada idade deu Deus seu ofício.

A cada porco agrada sua pousada.

A cada porco vem seu São Martinho.

A cada qual, as devidas honras.

A cada qual Deus dá o frio conforme anda vestido.

A cada ruim, seu dia mau.

A cada santo, a sua lâmpada.

A cada santo, o seu candelabro.

A cada um, aquilo que é seu.

A cada um contenta seu rosto a sua arte, e cheira bem o seu suor.

A cada um, o que lhe é devido.

A cada um se dê o seu.

A cada um sua estrela está guardada.

À cadeia, nem por coima de figos.

A caixa menos cheia é a que mais chocalha.

A cal enriquece os pais e empobrece os filhos.

A calças curtas, atacas longas.

A calma é uma virtude, se não vem da indiferença.

A calúnia é a arma dos invejosos.

A calúnia e a mentira, de Deus provocam a ira.

A calúnia é como o carvão: aceso, queima; apagado, tisna.

A calúnia é como o carvão: quando não queima, suja a mão.

A calúnia é sempre a arma dos invejosos.

A calúnia poupa o vício e persegue a virtude.

A cama do chão, as costas quebradas, o priapo são.

A campo fraco, lavrador forte.

A cana fosse quebrada e não soada.

A canalha não precisa toalha.

A candeia morta e a gaita à porta.

A candeia morta, gaita à porta.

A candeia que há de alumiar, há de ter lume.

A candeia que vai na frente é a que alumia.

A cão danado, todos a ele.

A cão fraco acodem as moscas.

A cão grande, grande osso.

A cão mordido todos chicoteiam.

A cão mordido, todos o mordem.

A cara de um é o cu do outro.

A cara de um é o focinho do outro.

A cara faz a festa, que não o cu à fenestra.

A carapuça é para quem a põe.

A carapuça é para quem servir.

A carapuça é para quem a veste.

A carapuça não me cabe.

A carga bem se leva, a sobrecarga causa a queda.

A caridade abre as portas do céu.

A caridade bem entendida começa por casa.

A caridade bem entendida começa por nós.

A caridade bem ordenada começa em casa.

A caridade bem ordenada por nós é começada.

A caridade começa por casa.

A caridade dos outros conosco é gostosa; a nossa para os outros é custosa.

A caridade é como o sol: luz para todo o mundo.

A carne carne cria.

A carne de lobo, dente de cão.

A carne de lobo, dente de leão.

A carne de lobo, dente de perro.

A carne do acém é pouca e sabe bem, mas não é para quem filhos tem.

A carne do acém é pouca e sabe bem, mas não para quem filhos tem.

A carne é fraca.

A carne é fraca enquanto ela é forte.

A carneiro capado não apalpes o rabo.

A carro entornado todos dão de mão.

A cartas, cartas, e a palavras, palavras.

A cãs honradas não há portas fechadas.

À casa da tua tia não irás cada dia.

À casa de tua tia não vás todo dia.

À casa do amigo rico irás, sendo requerido, e à casa do necessitado, sem seres chamado.

A casa do mentiroso está em cinzas, e ninguém acredita que ela ardesse.

À casa do rico irás, se fores chamado; e à do pobre, sem seres chamado.

À casa do teu amigo não irás sem ser requerido.

A casa dos pais é a escola dos filhos.

A casa que não tem gatos, tem muitos ratos.

A casa sem mulher é corpo sem alma.

A casa velha, ombreiras novas.

A casa velha, portas novas.

A casamento e batizado não vás sem ser convidado.

A Cascais, uma vez e nunca mais.

À casta, a pobreza lhe faz fazer vilezas.

A castidade das viúvas é a mais difícil e meritória.

A castidade sem caridade é lâmpada sem azeite.

A cauda é o pior de esfolar.

A causa da dor é a consolação dela.

A causa ruim, palavras sem fim.

A cavalo comedor, cabresto curto.

A cavalo dado não se abre a boca.

A cavalo dado não se olha a boca.

A cavalo dado não se olha a muda.

A cavalo dado não se olha o dente.

A cavalo magro vêm as moscas.

A cavalo novo, cavaleiro velho.

A cavalo que é dado, não se abre a boca.

A cavalo roedor, cabresto curto.

A cavalo velho, cabeçada nova.

A cavalo velho, capim fresco.

A cavalo velho, capim novo.

A ceia e a guerra, começá-la que ela se ateia.

A ceia quer-se sem sol, sem luz e sem moscas.

A cem avisa, quem um castiga.

A cem fustiga, quem um castiga.

A censura poupa os corvos e persegue as pombas.

A cera sobeja queima a igreja.

A certeza da vida é a morte.

A certeza do ganho diminui a canseira.

A César o que é de César.

A chaga de amor, quem a faz, a sara.

A chave dos tesouros é a chave do coração.

A chave na cinta e o cão na cozinha.

A chave na cinta faz a mim boa e à minha vizinha.

A chave que serve continuadamente está sempre limpa.

A chuva não quebra osso.

A ciência é a probidade do talento.

A ciência é loucura, se o bom senso não a cura.

A ciência sem caridade é areia sem cal.

A clemência é a chave dos corações.

A clérigo feito frade não confies tua comadre.

A clérigo feito padre não confies tua comadre.

A clérigo mudo, todo o bem lhe foge.

A clérigo sandeu, parece-lhe que todo o mundo é seu.

A cobiça disto só é liberal: das coisas que não pode possuir.

A cobiça é a raiz de todos os males.

A cobiça não se farta.

A cobiça pode mais que o que entendemos.

A cobiça rompe o saco.

A cobra maior engole a menor.

A coelho ido, conselho vindo.

A coisa bem negada nunca é bem crida.

A coisa defendida é logo mais desejada.

A coisa defendida é sempre mais desejada.

A coisa mais profunda em certas pessoas é o sono.

A coisa mais saborosa à nossa natureza é a que lhe é mais defesa.

A coisa mal feita, rogo ou peita.

A coisa não vale a pena.

A coisa proibida é logo mais desejada.

A coisa proibida é sempre mais desejada.

A coisa que mais enfada, é a ignorância importuna.

A cólera começa pelo delírio e finda pelo arrependimento.

A cólera é uma loucura passageira.

A colher é que sabe a quentura da panela.

A como vale o moio de aveia? Pois dela quero uma quarta e meia.

A como vale o quintal que quero onça e meia?

A companhia faz a festa.

A companhia faz a posição doce e a fortuna leve.

A condição de bom vinho como a de bom amigo.

A condição tíbia desapercebe o entendimento.

A consciência, cedo ou tarde, será o mais severo acusador do culpado.

A consciência de cada um é o mais certo juiz de suas obras.

A consciência é o melhor conselheiro.

A consciência é o melhor travesseiro.

A consciência é o primeiro juiz das obras.

A consciência tranqüila é o melhor travesseiro.

A consciência vale por mil testemunhas.

A consideração é inimiga dos apetites.

À conta dos ciganos, todos furtamos.

A conta dos mortos quem faz são os vivos.

A conta dos vivos quem faz são os mortos.

A contas velhas, baralhos novos.

A contas velhas, jeitos novos.

A contínua goteira deixa sinal na pedra.

A contínua goteira faz sinal na pedra.

A continuação do cachimbo faz a boca torta.

A continuação em tudo vale muito, e o tempo descobre o melhor.

A continuação tudo vence.

A contradição é sempre de mau tom.

A conversação escandalosa argúi zelo danado.

A conversação mostra o que todos são.

A copa da árvore é o teto de quem não tem casa.

A coração apaixonado nada se deve crer.

A coragem cresce com a ocasião.

A coragem vence a guerra, que não armas boas.

A corda arrebenta sempre do lado mais fraco.

A corda arrebenta sempre pelo lado mais fraco.

A corda da mentira é muito curta.

A corda quebra sempre do lado mais fraco.

A corda quebra sempre pelo mais fraco.

A corda rebenta sempre pelo lado mais fraco.

A coroa não cura dor de cabeça.

A cortiça, arde-lhe o manto e fica o quebranto.

À cortiça, arde-lhe o manto, fica-lhe o quebranto.

A coruja acha seus filhos lindos.

A coruja gaba seu toco.

A cota deve dizer com a jirigota.

A couve requentada e a mulher a casa tornada jamais serão bons.

A credulidade dos tolos é o patrimônio dos velhacos.

A crença nos médicos, que falta nos sãos, sobeja nos doentes.

A criação e disciplina fazem costume.

A criado novo, pão e ovo; depois de velho, pau e demo.

A cruz na boca e o diabo no coração.

A cruz nos peitos e o diabo nos feitos.

A cuba cheira ao vinho que tem em si.

A cuco não cuques, e a ladrão não furtes.

A culpa condena.

A culpa de quem se ama dói mais e perdoa-se mais asinha.

A culpa de um não deve ser pena de todos.

A culpa de um pecado não se paga com a penitência de outro.

A culpa ficou solteira.

A culpa promete a pena.